*ABREM-SE AS CORTINAS
Tem coisas que não se dizem!
Por ai. Pelo alto. Pelo estrato do chão.
Somente se sentem,
qual cheiro de lavanda deixado pelo sabão.
***
E o que há de ser dito, meu caro,
sempre fica ai perdido,
recostado em algum colchão.
***
Preguiçosos! Vivas à digna letargia!
O que há de ser dito? Já que em férias, pois, cá estou.
Num estado nem sempre de alegria
Talvez pelo sim ou pelo não, o que há de ser dito então?
Que nem sempre, nesse meu fortuito estado de contradição,
há de me crerem estes preguiçosos que por aqui estão?
Em vão.
Pois estou em tamborilar furtivos ritmos de alquimia,
a cá me vou. Num sempre estado de tal certa indescrição.
***
Digna, pois, diria o mais nobre dos reis, de qualquer letargia,
que lhe é inerente em qualquer sinfonia,
não importando se mal ou bem realizada em sua sina,
pelo pierrot a espera de sua mais famosa surdina.
*FECHAM-SE AS CORTINAS.
Roberto disse,
Sábado, 20 Dezembro, 2008 às 4:40 AM
Em vão.
Pois estou em tamborilar furtivos ritmos de alquimia,
a cá me vou. Num sempre estado de tal certa indescrição.
gostei muito deste excerto. namaskar.
alanamenk disse,
Sábado, 20 Dezembro, 2008 às 12:01 PM
Obrigada… mas ainda acho q tem algo de errado nele, q eu não sei o que é. Então, já que agradou, deixarei como está. ^-^
Glauber disse,
Domingo, 21 Dezembro, 2008 às 9:15 AM
Hahaha, sua contraditória! =)
Bom Natal, querida!
apulga disse,
Sexta-feira, 26 Dezembro, 2008 às 1:48 AM
gostei, não sei dizer, mas gostei.
pra variar…
ai, ai, e, adivinha: agora meu pai começou a inventar que não quer que eu procure apartamento. “de jeito nenhum”. se ele ao menos vivesse minha vida…
o pior é que eles sempre me enrolam: “vou pensar”, qdo já sabem que vai ser “nem a pau”. to tão cansada disso…
e avisei minha mãe hoje: “vc sabe que quando eu tiver o mínimo de dinheiro garantido vou sair dessa casa, né?”
não vejo a hora.
continuem a orar, continuem a orar, continuem a orar!