O relógio central, três da manhã, toma chuva e ressoa o dom-dom-dom.
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Cinco da manhã. O relógio, encharcado, não é mais ouvido. Da janela, a senhorinha se retira; e dá corda em seu velho cuco.
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Cinco e quinze da manhã, o cuco toca o ‘pas si simple’; o chá é posto na mesa: Insônia de tempos atordoados.
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Três da manhã, de ontem. O relógio havia proferido o ‘dom-dom-dom” na estação. Era a partida.
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Sete da manhã, o cuco balbucia meio ‘pas’. E o relógio, central da estação, prenuncia a solidão dos dons, sem Dom.
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:escrever no twitter é quase o mesmo que uma escaleta de roteiro.
Quando inspiração voltar, eu componho textos só para o blog.
lilete teixeira menk disse,
Segunda-feira, 4 Outubro, 2010 às 9:25 AM
Gostei. Uma narrativa de separação onde a real dimensão dos sentimentos e da dor de senhoria ficaram por conta de elementos comuns de seu dia a dia com Dom.
lilete teixeira menk disse,
Segunda-feira, 4 Outubro, 2010 às 9:27 AM
Alana, queira corrigir, não é senhoria é senhorinha