Dom.

O relógio central, três da manhã, toma chuva e ressoa o dom-dom-dom.

[...]

Cinco da manhã. O relógio, encharcado, não é mais ouvido. Da janela, a senhorinha se retira; e dá corda em seu velho cuco.

[...]

Cinco e quinze da manhã, o cuco toca o ‘pas si simple’; o chá é posto na mesa: Insônia de tempos atordoados.

[...]

Três da manhã, de ontem. O relógio havia proferido o ‘dom-dom-dom” na estação. Era a partida.

[...]

Sete da manhã, o cuco balbucia meio ‘pas’. E o relógio, central da estação, prenuncia a solidão dos dons, sem Dom.

[...]

:escrever no twitter é quase o mesmo que uma escaleta de roteiro.
Quando inspiração voltar, eu componho textos só para o blog.

2 Comentários

  1. lilete teixeira menk disse,

    Segunda-feira, 4 Outubro, 2010 às 9:25 AM

    Gostei. Uma narrativa de separação onde a real dimensão dos sentimentos e da dor de senhoria ficaram por conta de elementos comuns de seu dia a dia com Dom.

  2. lilete teixeira menk disse,

    Segunda-feira, 4 Outubro, 2010 às 9:27 AM

    Alana, queira corrigir, não é senhoria é senhorinha


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