Não sei mais do que se trata este blog.
Rascunhos, ‘papel’ passado ou até mesmo quase lavrado em tons documentais, ficção sentimental, impulsos emocionais, carência narrativa ou somente sonhos, histórias cochichadas, fluxos impressionistas, medos da expressão, palavras por palavras ou frenesi infantil de se criar coisas, efeito Peixe Grande, ou somente um zietgeist de uma juventude que vive na pluralidade. Mas isso não seria somente o pós-modernismo? Lógico que é. Zeitgeist. Zeitgeist misturado às coisas dificilmente originais.
O mundo se volta novamente para o micro. A liberdade interior. A consequência primeira da entrada ao modernismo. Fragmentamos e agora resta-nos selecionar aquilo que realmente nos importa. O mundo plural tem o poder solapador a priori, e aquele movimento de retorno, por vezes, é bem doloroso.
Sobre o que é este blog? Ele existe há 3 anos e lá vai pedrinhas. 3 anos que me pareceram uns 10.
Nos últimos dias (16) estive em viagem. Envelheci mais alguns anos. Normal para quem tem 22 anos. Nessas fases as coisas ainda estão em turbulência. Ou sou eu mesma que tenho fome da reconstrução constante.
Digredida estas coisas, tenho a dizer que este blog é ainda Feudalys. Uma tentativa do retorno ao prazer infantil da criação. Os prazeres primeiros dos olhares ainda a descobrirem o mundo. É difícil manter este espírito depois de tanta pluralidade. Feudalys, o livro, anda parado uns 2 meses. Hora de voltar a ele.
Próximo capítulo: Barcos piratas. Djin criará a partir de um graveto e uma folha um gigantesco e rangente navio pirata.
É uma coisa meio Amélie Poulain misturado a uma tentativa um pouco Pollyanna de ver a vida, misturado a um mundo capitalista moderno em que os valores estão sendo desmoronados, e os sonhos descreditados. Ruínas e sonhos; tempo e espaço; memória e imaginação; dores e frenesi.
Danoninho disse,
Domingo, 20 Fevereiro, 2011 às 1:17 PM
É, logo teremos que escrever “Zeitgeists”… beijos e saudades sinceras!